Geladeira vazia, hora de ir ao mercado. Tem gente que adora o ritual de percorrer os corredores para encher o carrinho. Mas para quem tem restrições alimentares, esse momento pode ser uma dor de cabeça. A procuradora federal Juliana Araújo, de 36 anos, é alérgica à lactose, e não pode consumir nada que contenha leite de origem animal. “Quando eu descobri a intolerância à lactose, eu tinha muita dificuldade para encontrar produtos específicos, né, para intolerantes á lactose. Hoje já existe uma quantidade maior no mercado, mas ainda assim é difícil”.
O radialista William Siqueira, de 56 anos, tem diabetes, ou seja, não pode consumir produtos que tenham açúcar na fórmula. Quando vai fazer compras, ele já está acostumado a ler as embalagens. “Verifico o rótulo para obter informações sobre o teor de gordura, sódio, tipo de adoçante, e outras informações mais importantes para a minha saúde”.
Essa dificuldade de Juliana, William e de milhares de pernambucanos diabéticos ou intolerantes à lactose pode acabar em breve. A Assembleia aprovou projeto de lei que tem como objetivo facilitar a localização dos produtos alimentícios destinados a esse público nas prateleiras dos estabelecimentos comerciais. O autor da proposta, deputado Rogério Leão, do PR, explica como vai funcionar. “Esses produtos, a partir de agora, vão ter que ficar em locais destacados ou lugar separado nos supermercados e hipermercados”.
Para Juliana, a nova medida vai ajudar bastante. “Certamente vai ser muito mais prático chegar no supermercado e saber que eu posso ir direto a um determinado setor e encontrar os produtos que eu preciso”. O projeto de lei segue agora para sanção ou veto do governador.
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